Teoria do espelho
A Teoria do Espelho é a Teoria mais antiga das comunicações, e acredita e defende a ideia de objetividade no jornalismo. Foi inspirada no Positivismo do filósofo francês Auguste Comte, surgiu em meados do Séc. XIX, quando se acreditava que a palavra poderia refletir a realidade, sem mudar os fatos e evitando a subjetividade.
Essa corrente vê o jornalista como um comunicador desinteressado, e que conta a verdade sempre, "doa a quem doer". Para o senso comum, é até hoje a concepção dominante no jornalismo ocidental. Ela pressupõe que as notícias são como são porque a realidade assim as determina.
Essa teoria foi a primeira usada, ainda no século XIX, nos testes de compreensão do porquê das notícias serem como são. Sua base é que o Jornalista reflete a realidade, ou seja, elas são o que a realidade determina. A imprensa reflete o cotidiano, um espelho do mundo. E o jornalista é meramente um mediador que tem como única função, contar o fato, sem emitir emoção e/ou opinião, mostrando apenas a verdade dos fatos.
Mas é uma teoria fraca por natureza, pois a simples argumentação de que a linguagem é neutra, é impossível, e bastaria para fazer cair essa teoria, porque não há como transmitir significado direto dos acontecimentos. Uma fonte, por exemplo, pode distorcer o acontecido. Sempre que tem um mediador entre o fato e o jornalista, pode haver uma distorção dos fatos.
Existem jornalistas que defendem essa Teoria, dizendo que há dois tipos de espelhos: os planos e os esféricos. Os esféricos dividem-se em côncavo e convexo. Isto significa que em qualquer um deles há distorções do reflexo, tudo irá depender do centro da curvatura, e vamos ter esta ou aquela imagem maior, menor, invertida, virtual, em diversas combinações. E mesmo nos espelhos planos, a imagem aparece invertida: uma pequena combinação de reflexos pode produzir distorções gigantescas. Se as notícias ajudam a construir a própria realidade, o que destrói a existência de um reflexo do real, os jornalistas estruturariam representações do que supõem ser a realidade no interior de suas produtivas e dos limites dos próprios veículos de informação.



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