Teoria Crítica
Nascida em contrapartida à teoria tradicional, que visa somente a entender e explicar a sociedade, a Teoria Crítica procura ver a sociedade como um todo, unindo teoria e prática. Em outras palavras, uma nova ciência social interdisciplinar. A expressão, contudo, refere-se ao pensamento de um grupo de intelectuais marxistas não ortodoxos da Escola de Frankfurt, que, a partir dos anos 1920, desenvolveu intervenções e estudos teóricos sobre problemas filosóficos, econômicos, sociais, culturais e estéticos gerados pelo capitalismo de sua época. A finalidade da Escola em geral era fazer uma investigação social sobre a industrialização moderna. Teve seu início marcado com o ensaio-manifesto publicado por Horkheimer em 1937, o intitulado “Teoria Tradicional e Teoria Crítica”.
Apesar de não ser totalmente descritiva, a Teoria Crítica serve para importunar, estimulando uma mudança social. A ideia dos pesquisadores do Instituto de Pesquisas Sociais de Frankfurt era que a Teoria Crítica social deveria ser abrangente e direcionada para a totalidade da sociedade. Ou seja, a teoria deve melhorar o nosso entendimento sobre a sociedade, integrando os principais estudos da Ciência Social, como geografia, história, economia, ciência política, antropologia e psicologia.
Com a ideologia de emancipar o conhecimento, a Teoria Crítica busca criar uma sociedade racional e livre, atendendo as necessidades de todos. Com esse sentido que ela se revela como crítica, pois tem como objetivo tornar-se visível a maneira que a sociedade contemporânea capitalista tem o poder de manipular e dominar a economia e a cultura.
Buscando entender as divergentes formas por meio das quais muitos grupos sociais são oprimidos, a Teoria Crítica examina as condições sociais com o objetivo de revelar estruturas ocultas que auxiliam na opressão. Com isso, ela ensina que conhecimento é poder. Isso significa que entender as formas de opressão permite que providências sejam tomadas para muda-las, promovendo, assim, mudanças positivas nas condições que afetam nossa vida.
Os teóricos acreditavam que a mídia influencia na vida da sociedade, ditando a moda e como devemos nos comportar. Desse jeito, a mídia desvenda a natureza industrial das informações contidas em obras como filmes e músicas: temas, símbolos e formatos são obtidos a partir de mecanismos de repetição e produção em massa, que tornam a arte adequada para produção e consumo em larga escala.
Assim, a mídia padroniza a arte como faria a um produto industrial qualquer. Antes arte era arte; hoje, arte é mercado. A indústria cultural não obedece à regra da arte pela arte. A mídia impõe padrões para que a sociedade siga, sem perceber a manipulação. A sociedade pensa que controla, mas, na verdade, é controlada. É o que foi denominado pela indústria cultural, termo criado pela própria mídia. Nesta, o aspecto artístico da obra é perdido. O imaginário popular é reduzido a clichês.
O indivíduo consome os produtos de mídia passivamente. O esforço de refletir e pensar sobre a obra é dispensado: a obra "pensaria" pelo indivíduo. O ser humano segue os padrões e consome até o que não precisa. A Teoria Crítica tem como objetivo discutir e analisar a influência da mídia na sociedade. Para que uma sociedade se transforme, é necessário que se atinja sua parte vital, ou seja, a cultura. Tudo o que somos é a cultura.





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